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Produtores de leite relatam dificuldades para seguir normas do Ministério da Agricultura

  Publicado Por: wilk    Em: 10/07/2019   As:4:34 pm

O presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Leite (Abraleite), Geraldo Borges, disse hoje, na Câmara, que a indústria tem encontrado dificuldades para se adequar às normas editadas em 2018 pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. As mudanças foram debatidas, nesta terça-feira (9), em audiência pública da Comissão de Agricultura. Segundo Borges, uma das dificuldades é a logística do processo.

“No país, dificulta muito para todas as indústrias e cooperativas de laticínios fazer o transporte até a indústria da matéria prima, do leite em natura. Outro problema que nós temos, já afetando mais diretamente o produtor, é a baixa qualidade da nossa energia elétrica no campo, em todos os estados”, reclamou. Segundo o presidente da Abraleite, os problemas com a energia elétrica dificultam manter a refrigeração que a norma exige.

Essa também é uma preocupação do secretário do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do estado do Rio Grande do Sul (Sindilat), Darlan Palharin. Ele ressaltou que, entre as exigências que mais têm gerado apreensão no setor, estão as que obrigam que o leite cru chegue à temperatura de 4°C três horas após a ordenha (antes da saída da propriedade), e a chegar na plataforma com temperatura máxima de 7 graus centígrados, ou até 9 graus em casos excepcionais.

O leite é uma das principais cadeias produtivas do país

“A temperatura neste momento no Rio Grande do Sul favorece essa situação, a nossa dúvida é quando chegar novembro, dezembro ou janeiro, onde a sensação térmica passa de 50 graus.”

Para o deputado Heitor Schuch (PSB-RS), que solicitou a audiência, é preciso lembrar do produtor, que é a base da cadeia produtiva. O deputado ressaltou a atuação de distribuidoras que não querem prover energia em áreas rurais de forma mais efetiva.

O diretor do Departamento de Estudos e Prospecção da Secretaria de Política Pública do Ministério da Agricultura, Luis Eduardo Rangel, afirmou que o órgão está atento à realidade dos produtores de leite do Brasil e que já vem monitorando a cadeia produtiva para eventuais mudanças.

Produção
As novas regras para a produção e industrialização de leite no País, instituídas por instruções normativas (IN 76 e IN 77), entraram em vigor em maio deste ano. Elas especificam os padrões de identidade e qualidade do leite cru refrigerado, do pasteurizado e do tipo A.

A instrução normativa 76 trata das características e da qualidade do produto na indústria. Já na instrução normativa 77, são definidos critérios para obtenção de leite de qualidade e com segurança para o consumidor.

O leite é uma das principais cadeias produtivas do país, com 1,17 milhão de famílias rurais envolvidas diretamente na atividade, segundo dados do Censo Agropecuário 2017, do IBGE.

Ouça esta matéria na Rádio Câmara
Reportagem – Caroline César
Edição – Ana Chalub

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